Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

2012


Algo me diz que 2012 será assim. Um ano como outro qualquer. Com novos caminhos, algumas dunas difíceis de subir, dias cinzentos, muito escuros, dias amenos em que um vestido de algodão é tudo o que precisamos para nos sentirmos bem. Dias em que nos vamos sentir com muita força e coragem para caminhar na areia, outros em que nos vai somente apetecer deitar e sentir a areia quente a aquecer-nos a pele.

Esta foto foi tirada num dia de tempestade em que o céu prometia cair-nos em cima da cabeça. Mas não sentimos uma única gota de chuva. Desejo que 2012 seja assim, contra todas as expectativas. Para todos aqueles de quem gosto e que me fazem felizes.

Amanhã. Mal posso esperar.


A última "Noite Passada" de 2011

Simplesmente perfeita.

Para a minha amiga R. que atravessa hoje o Atlântico de coração apertadinho, tal e qual como o nosso ficou.

Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem.

Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e pouca raíz é derrotada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem.

As raízes e as árvores devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.

E, quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar.
Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração.
Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Planos para 2012

Já estou a começar a magicá-los... E é tão bom fazer planos para um ano que começa. Sente-se aquela sensação boa de folha em branco com tudo por escrever, ainda que no fundo seja só a continuação do ano que agora termina.

- Avançar com algumas remodelações na minha casa de grilos. A cozinha vai levar uma volta, outras divisões talvez sofram também alterações. Umas paredes mais coloridas e papel de parede no closet, ideias, montes de ideias...

- Arranjar um ginásio que não me leve couro e cabelo por umas braçadas dentro de água;

- Adoptar um animal. Temos na lista um pássaro, um peixe e um gato, quiçá todos juntos;

- Comer mais em casa e comer melhor; beber água, muuuuuita água;

- Viagens: gostava de aproveitar que tenho alojamento e ir até vários e diversos sítios: Bruxelas; dar um saltinho à cidade alemã onde vivem as minhas tias que fica a cerca de 250 km de Bruxelas; à Sicília, voltar a Londres, Brasil, voltar a Madrid, Açores, preciso de umas férias de resort de papo para o ar como de pão para comer. A passagem de ano para 2013 vai ser nas Canárias já decidi. Assim de repente não sei onde vou arranjar dinheiro e tempo para tudo mas isso são contas de outro rosário.

Por agora é isto.

Alguns miminhos




Só uma pequena nota

Para realçar a figura do vocalista dos Maroon 5 neste vídeo. São os músculos, as tattoos, os moves. Ai jesus. Gosto!

OST Natal 2011

Lembro-me destas duas. O Let It Be também continuou a fazer parte da play list. Agora é imaginar isto dançado por 16 pessoas à volta de uma mesa, duas delas com mais de 75 anos. E consegue-se ter uma pequena ideia do que foi este Natal a Norte. Pequena.




De Norte a Sul

A nova mascote da tia do meu João Ratão. E não há nada como um bom canito rafeiro Alentejano.


E a minha irmã que deixou de ser mariquinhas e subiu quase até ao cima da pirâmide?!

O Bolo-Rei que só não entrou para o Guinness porque não calhou. Até tirei a foto com um telemóvel para se perceber melhor o tamanho do bicho. E era muito bom!

Ainda estou para encontrar pôr do sol e espelho mais bonito que o do Rio Minho.

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Depois da carecada natalícia...

... sou menina para fazer deste o meu próximo corte de cabelo.

Ontem lanche ajantarado dedicado à temática da ressaca natalícia

Com direito a chá, torradas e scones de frutos silvestres. Ai se as minhas ressacas tivessem sempre este tratamento...


Um Feliz Natal

Este Natal, como em todos os outros, o que realmente importa não custa dinheiro. Não está regulamentado pelo acordo da Troika. É imune a qualquer PEC ou a impostos extraordinários. E não se deixa inflacionar pelo preço dos combustíveis. O que é realmente essencial é a amizade, a saúde, a alegria, a boa vontade, o altruísmo, a tolerância, o respeito mútuo e a bondade. Estas não são palavras ocas, são valores luminosos sem preço, que não estão à venda. E para que não se tornem um recurso escasso só depende de nós. Por isso, esqueçam o que é supérfluo, e embrulhem estes bens de primeira necessidade em generosidade de papel. Coloquem-nos no vosso pinheirinho e façam por partilhá-los em cada um dos próximos 365 dias... Se todos o fizermos, o próximo ano será muito melhor do que nos querem fazer crer. Feliz Natal e um excelente 2012!

Roubei estas palavras a um amigo porque acredito que de facto, e cada vez mais, o Natal deve significar amizade, saúde, alegria, boa vontade, altruísmo, tolerância e respeito mútuo, bondade... E é por isso que apoiei a medida, instituída na minha casa desde o ano passado, de trocarmos apenas um presente. Porque somos sempre muitos e o dinheiro não abunda para ninguém. Porque o importante é estarmos juntos e celebrar o facto de todos respirarmos saúde, bem que por vezes vai escasseando à nossa volta.

Mas fico feliz por fora de portas, fora do núcleo familiar, ter outras famílias que me foram adoptando e que eu adoptei. E é por elas que fiz mais de 1000 quilómetros em cinco dias, para tentar estar com todos aqueles que me são queridos e com quem gosto de partilhar uma história, um sorriso ou uma gargalhada. Tenho pena que o Natal passe tão depressa porque gostava de passar mais tempo com todos eles.

Conforta-me - e ajuda-me, confesso, a passar esta época de memórias tristes ainda muito presentes - saber que estas famílias me achem merecedora de um presente. Bastava-me apenas um (re)encontro mas fico feliz por ver que se lembraram de me comprar o que sabem que me faz falta, o que sabem que eu estimo. Eu fiz o mesmo e se de alguns recebi presentes de volta, de outros recebi apenas as gargalhadas e os abraços, igualmente reconfortantes. E é isto que para mim vale na amizade, a ausência de exigências, de contas aos presentes que damos e recebemos. E basta-me ver a alegria de quem gosto para ter, verdadeiramente, um Feliz Natal.

O Papa Quilómetros

O livro do chefe de cozinha Jugoslavo devia ter sido escrito por mim. De quinta-feira a segunda fiz cerca de 1000 quilómetros neste nosso belo Portugal para conseguir "Nataliciar" com todas as minhas famílias!

Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Ninguém sabe o que é verdadeiramente o Natal...

... até ter de carregar uma assadeira de barro com dois perus de 20 quilos!

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Arroz de ervilhas

Sempre que como arroz de ervilhas lembro-me dele, como hoje. "Não gosto de esferas, fazem-me mal à caldeira", dizia. E por estes dias é impossível não me lembrar, pela falta que me faz. O entusiasmo, sempre à espera de ter a casa cheia, a mesa a abarrotar de gente a falar alto e de comida e vinho a dobrar. Queria a casa cheia de luzes, quantas mais melhor. O pinheirinho tinha de ser até ao tecto e o menino Jesus tinha de ser a figura de destaque. Era assim e nunca mais será.

Em preparação psicológica

Para as quatro horas e meia de autocarro que vou ter de gramar.

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Ainda da cidadania activa

Já tive resposta das Pousadas de Portugal, da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e do Turismo do Algarve. Seguirá agora um e-mail para o IGESPAR, só para que saibam que os contribuintes não andam a dormir. Eu pelo menos não ando.

E seguirá também um e-mail para o Restaurante Pharmacia, espaço que desaconselho fortemente. E mais não digo que ainda me acusam de difamação.

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Sei que tenho um lado masculino muito forte

Quando constato que este é dos meus programas preferidos de todos os tempos.

Adoro

Estas ideias para embrulhos de Natal. Reutilizar é a palavra de ordem.

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

A desgraçada ontem não colaborou

E eu tive de limpar com a esfregona cerca de 30 litros de água do chão da cozinha. E escorrer a roupa ensopada em água até não poder dos pulsinhos e das mãozinhas. Depois encontrei a factura e percebi que já não tinha garantia. Pensei que estava perdida. Hoje de manhã liguei-a e a máquina ressuscitou! Dei pulos de contente no meio da cozinha e prometi-lhe que nunca mais a sobrecarrego de roupa para ela nunca mais se chatear e amuar como fez.

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Ora então é assim

Se chego a casa hoje e a máquina de lavar roupa continua a não querer colaborar sou gaja para apostar no método soviético.

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Agora estou assim: numa de cidadania activa

E deixei o seguinte comentário dirigido ao Turismo do Algarve:

Boa tarde. No passado fim-de-semana estive nas Caldas de Monchique e ao deslocar-me ao estabelecimento de turismo de Monchique deparei-me com o aviso de que a loja estaria encerrada até ao dia 15 de Dezembro. Gostava de saber a razão deste encerramento e deixar a sugestão de colocarem um aviso no vosso site sobre a impossibilidade de recolher informação turística nestes pontos. Ainda relativamente ao site, a parte dedicada à serra de Monchique deveria ser remodelada pois está muito pouco apelativa e esclarecedora - http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/442/Roteiros/Pela+Serra+de+Monchique/ - as imagens são muito pequenas, assim como o mapa que é completamente ilegível e cujos pontos de interesse assinalados de nada servem sem uma escala mais próxima.
Gostava também de assinalar a deficiente sinalética na Serra de Monchique: ou é inexistente ou está coberta de vegetação.
Ficam as sugestões/ comentários que reencaminharei para outra entidade, no caso do Turismo do Algarve não ser a mais indicada. Obrigada.

Depois de uma visita a Alcácer do Sal no fim-de-semana passado

E de conhecer esta exposição que está simplesmente fantástica, decidi deixar no facebook das Pousadas de Portugal a seguinte mensagem:

Boa tarde. No passado fim-de-semana passei por Alcácer do Sal e não posso deixar de registar o meu descontentamento relativamente ao estado de degradação do Castelo de Alcácer, que penso ser propriedade das Pousadas de Portugal.
Acredito que no interior a pousada seja deslumbrante mas o espaço exterior está muito descuidado, com lixo na estrada de acesso, muros em mau estado, a placa de conservação ambiental destruída. Um monumento com o interesse histórico deste castelo merecia estar noutro estado de conservação.
Não vi também no vosso site nenhuma referência à cripta arqueológica do castelo, espaço adjacente à Pousada. Uma exposição muito bem organizada e muito interessante que retrata a vida em Alcácer desde a idade do ferro. Julgo que a Pousada teria todo o interesse em divulgar esta exposição junto dos seus hóspedes e junto dos visitantes do Castelo que, como eu, apenas sobem para espreitar a vista do ponto mais alto da cidade. A exposição é sem dúvida uma mais valia para a Pousada. Espero que estes comentários vos sejam úteis.

Ainda estou a aguardar resposta.

Ideias úteis para a minha mega maison!

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Amarrar o burro

Fui namorar por terras Algarvias, da serra ao mar, e já voltei a Lisboa e à rotina. Entretanto, para fazer frente à vontade que tenho em me sentar a um canto e amuar, tenho estado a organizar a próxima mini escapadinha. A entrada em 2012 será por terras alentejanas e quando liguei ao responsável pelo restaurante porque não me tinha respondido ao mail que enviei ontem disse-me, com a maior naturalidade, que só ligava o computador duas vezes por semana. Enquanto falava comigo ouvia os putos a brincarem à volta dele. Fiquei com tanta vontade de abrir a minha Herdade Minhota no Alentejo... E fiquei ainda com mais vontade de amarrar o burro.

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Vou namorar

E dar descanso ao computador, ao telemóvel e à televisão.

Vou dar uso às sapatilhas de cross country, aos pulmões, apreciar o silêncio e descobrir Portugal.

Até já.



O meu João Ratão é tããããooo vaidoso


E eu gosto dele assim!

Nove e meia ontem e eu já dormia

Quase 12 horas depois o despertador tocou e apetecia-me continuar enterrada na almofada. Acho que dava um óptimo caso de estudo para a medicina.

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Ser mãe

Não deve ser fácil ser mãe por variadíssimas razões. Uma delas porque nos habituamos durante anos a ter uma cria junto de nós. Ensinamos-lhe tudo, a comer, a andar, a falar, a viver. Depois a cria cresce e segue o seu caminho. Deve doer. E deve ser difícil gerir o tamanho de uma corda invisível que se mantém sempre entre os dois. Por isso é que eu acho que é óptimo ter irmãos; ajuda a equilibrar as cordas em todas as suas pontas. Eu não sei como se gere essa corda. Não tive mãe por perto, não me lembro de ela me ter ensinado o pouco que conseguiu e não tenho filhos. Mudei muitas fraldas mal cheirosas e passei muitas noites em branco mas não sou mãe. Sou irmã mais velha, às vezes cheia de receios mas ainda assim há-de ser bem diferente.

Mas tenho pai e acho que gerimos muito bem a nossa corda. Desde sempre. Fui seguindo o meu caminho, sempre a afastar-me cada vez mais mas nunca fui para muito longe. Talvez seja por isso que saibamos gerir tão bem a distância. O meu pai nunca precisou de puxar a minha corda para me fazer lembrar que ela está lá. Nunca precisamos de nos falar todos os dias. Eu acho que gerimos tão bem a nossa corda invisível acima de tudo porque o meu pai tem uma confiança cega no que me ensinou. E em várias alturas soube mostrar-lhe que quando me sinto em perigo é a ele que recorro. E isso deve ser um descanso para quem segura quatro cordas na mão.

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Aquecer a alma

Conforta-me saber que hoje vou jantar em família. Numa sala aquecida pelas vozes com sotaques diferentes do meu, com a companhia da madeira queimada na lareira que aquece o ar mas, ainda mais, a alma.

Verdes anos

Já me senti mais furiosa. Infinitamente mais revoltada. Já foi tempo de querer dar murros na mesa a cada minuto e gritar bem alto: PORQUÊ?!? PORQUÊ???????????????????????????????????????????

Nunca ninguém me respondeu. E por estes dias continuamos sem resposta. De cada vez que vejo uma foto deles a sorrir, lindos, tenho vontade de voltar a dar esse murro na mesa. Não faz sentido morrer assim com um sorriso ainda sem rugas. Eu sei que não há resposta. Só silêncio. E dor. Uma dor que nos seca por dentro. Nenhuma mãe devia ver morrer um filho. E hoje, como sempre, sofro com elas.


Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

É oficial

Tokyo dá cabo de uma pessoa!