quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Por trás de um grande homem, há sempre uma grande Pilar.

(...)

Não tem ainda a idade que ele (Saramago) tinha quando a conheceu. Saramago tinha 63, Pilar 36. Existe uma grande diferença de idade entre os dois. Não sentiu isso nunca como uma dificuldade?
Não. A idade está no bilhete de identidade, em nenhum outro sítio. Ele tinha todas as idades, tal como eu tenho todas as idades. Num momento determinado podemos ser crianças e noutro momento dois adultos cansados.

(…)

Ainda Caim: “Faltam-nos ainda muitas palavras para que comecemos a tentar dizer quem somos, e nem sempre daremos com as que melhor o expliquem.” Foi uma bênção terem encontrado as palavras que dissessem quem são?
Encontrar as palavras, vamos encontrando todos os dias. A sorte é sermos os dois tão transgressores, tão rebeldes, e termos tanta força vital que não nos cansamos nunca de começar. E se no dia anterior houve um a história disparatada, ou chunga, ou feia, no dia seguinte começa-se de novo. Não há em filhos, nem pátria, nem rei, nem partido que nos obrigue a estar juntos. Alcançámos, em todos estes anos, 20 e tal, um nível de liberdade que nos permite dizer todas estas coisas, enfrentar o que seja e estar juntos porque queremos começar juntos. Isso é que é ser livre, para ficar e para ir. Não há uma única convenção social que nos ate. Não temos uma “puta atadura” pequeno-burguesa. Quem tem uma mente pequena não entende a nossa história, banaliza-a.

(…)

Como é que tem assistido à polémica que envolve Caim?
Estes colunistas de merda, tão jovens, submissos, obsoletos, em vez de pensarem: “Um tipo com 86 anos que enfrenta Deus, que enfrenta a sociedade… Que sorte etr um homem com esta capacidade de rebeldia!”, perguntam: “Quem é? Quem escreve? Não gosto!” Estou indignada de ver o pouco livre que são os jovens, o quão convencionais são, o quão cansados estão. Estão assustados porque José tocou num livro sagrado. Mas quem disse que o livro é sagrado? Que mentes tão pequenas julgam a obra pública. Não conseguem ver a grandeza nem de uma ponte nem de um ser humano. Têm uns óculos que lhes deve dar para verem o tamanho do seu pénis… pequenino.

Saramago faz-lhe constantes dedicatórias: “À Pilar, que não deixou que eu morresse.” “A Pilar, todos os dias.” “A Pilar, que não havia nascido, e tanto tardou em chegar.” “A Pilar, minha casa.” A de Caim diz: “A Pilar, como se dissesse água.” Que acha que quer dizer?
Parece-me que água é água. Uma coisa clara, e, quem sabe, necessária. Mas que sei eu? Fiquei tão perplexa, e tive um problema para traduzir… “A Pilar, como si diciera agua.” Ou “… como dice agua”.

Se escrevesse, que dedicatória faria para José?
Sou tão discreta, tão dura, tão arisca… Imagina em casa dos meus pais 15 a beijarem-se todas as noites e todas as manhãs? “Eu já te dei um beijinho a ti? E a ti?!”

Já assisti a manifestações de carinho entre si e José. É uma relação ternurenta, há um toque de mão, um beijo na cara…
Sim, mas mais da parte do José do que da minha. Se tivesse que fazer uma dedicatória, seria: “Para José, meu amigo.” Porquê “meu amigo”? Porque me parece ser o maior valor, mais que amante. Os amantes vão e vêm das nossas vidas. Os pais vão e vêm, e por vezes nem vêm. Os irmãos são estupendos, mas cada um tem organizada a sua própria história. Os que ficam sempre são os amigos. A amizade é o que mais defendo, acima do amor.

Pública.15.11.09

Na Le Cool desta semana...


E gostei desta ideia de pegar em tudo o que é naperon acumulado por ofertas - em inúmeros Natais (ins)pirados - de tias, avós, primas e vizinhas e transformá-los em peças de roupa fashion-kitsch!

E também aprecio a ideia dos coletes ajustáveis, e o pormenor do alfinete... Não é bem o meu estilo mas acheio-os deliciosos!



Dependências

Assim de repente, percebe-se facilmente o vício que a minha amiga M. arranjou! Um vício que a impede de sair de casa todas as noites. Que a faz ficar colada ao sofá, vidrada na televisão...

Desejo-lhe rápidas melhoras e estou muito solidária com ela. Estes vícios são terríveis, do pior que há!

Esta noite droguei-me!

Depois de incontáveis noites mal dormidas, a dor falou mais alto do que a resistência às drogas químicas.

E bendita a hora em que as criaram! Que bem que dormi, sem dores, com uma liberdade de movimentos que já não me lembrava como era. De manhã esfreguei as costas no banho sem um único gemido.

Será que ainda vou a tempo de me transformar numa viciada medicamentosa ao invés de me manter uma defensora fundamentalista dos tratamentos naturalis?

A malta de ciências é a maior! (com acento no "a")

Que me desculpe a malta das ciências sociais, de humanísticas - na qual me incluo - os economistas, doutores e engenheiros de todas as universidades deste país. Mas a malta das ciências - os biológos, geológos, matemáticos, químicos, físicos e afins - é muito mais fixe!

O que seria da Selecção Nacional sem os jogadores do FCP?! Ãh?!


quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Quanto?! Quem?!

Pergunto-me que alminha pagará 200€ para ver o Fernando Pereira a actuar na noite de passagem de ano? Haverá maneira mais torturante de entrar em 2010?

Há coisa mais irritante?

Do que ter os collants a escorregar pela perna abaixo?!

Há.

Ter foguetes nos ditos collants!

Esta noite...

... acordei várias vezes, de coração a bater mais forte, a respiração acelerada, com a sensação de que estava a perder... Alguém ou alguma coisa, mas sempre a perder...

Já não tinha uma noite destas há muito tempo. Deve ser a doença mês-de-Dezembro a começar a fazer efeito. E três anos depois, ainda não consegui encontrar a cura para (mais) esta maleita! Suspeito que nunca vá encontrar!...

Finalmente!

Venho a andar a pé até ao escritório e chego cá com a ponta do nariz gelada, geladinha!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Até parece que tenho de estudar...

Sim, é a mama da Maya barrada a Betadine!

É simplesmente assustador! Depois de a vermos semi-nua numa revista masculina, é a vez da taróloga/ empresária atacar pelas revistas sociais!

Diz que está a envelhecer bem! Nem quero imaginar se estivesse a envelhecer mal!...

É vê-la na capa de mamalhão de fora e touca na cabeça, barrada a Betadine; lá dentro, deitada na maca, de seringa espetada na prateleira!

É pá, ó Maya tem dó das pessoas filhinha! Ninguém merece!

Plano a curto prazo




Decorar e perfumar a casa e a varanda com ervas aromáticas: alecrim, hortelã, rosmaninho, alfazema, camomila e afins...

"Vê se pões a gargantilha..."



segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Ladrão entalado no janelão, tem cem anos de perdão?!

A notícia completa, que fala por si mesma e dispensa qualquer tipo de piada, pode ser lida aqui.

Aventura-te!

Considerado o melhor anúncio governamental europeu de prevenção da Sida.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Adoro...

... dias de chuva! Como estes, de Outono verdadeiro, com frio e vento! As gotas de chuva a bater na soleira da porta e no beiral da janela, ao adormecer... Enquanto estamos na cama enroscados num cobertor negociado quase "à lei da bala"!

Estava a ver que estes dias nunca mais chegavam à capital!


sábado, 14 de Novembro de 2009

E como é que se chama o vocalista (ruivo) dos Simply Red?!

É o Mick Hucknall, pois claro!

Gosto. De ruivos.

A ditadura do trabalho

Estou particularmente irritada porque sinto, mais do que nunca, que a minha vida gira à volta do trabalho. Que é ele que dita os meus horários, a minha qualidade de vida nos momentos de lazer, que influencia a minha sanidade mental, que manda e demanda na minha vida, mesmo ao fim-de-semana. E neste, deixei de ir ao concerto dos Depeche Mode e deixei de ir ver o jogo de Portugal (embora sem o Cris, a selecção tenha metade da piada) por causa do cabrão do trabalho. E foi-se a ver, afinal não tive de ir trabalhar, mas a ditadura deste cabrão é assim e, portanto, já não pude fazer nada do que me apetecia fazer, já não tive oportunidade de decidir como passar o meu tempo livre.

Assim, de castigo em casa, ao sábado à noite, preparei o meu jantar; simplesmente espectacular. Uma massa com um acompanhamento indian spicy da autoria do meu Ratón que ontem me presenteou com um repasto digno de chefe de cozinha.

E depois de duas horas a passar a ferro, luto contra a vontade infernal de me deitar na cama. Juro que não percebo como se arranjam forças e motivação para sair de casa depois de se lavar loiça, passar a ferro, arrumar roupa, limpar o chão, e demais tarefas da lide doméstica que - para quem trabalha como uma escrava (como eu) durante a semana - têm de ficar para o fim-de-semana.

Só mesmo uma grande companhia é capaz de me fazer sair de casa em noites como a de hoje. Só mesmo aqueles amigos. Aqueles de abraço; como diria o meu irmão.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Sinto-me quase famosa!

Trabalho com a dona da cadela que faz cocó nas traserias do prédio da Teresa Guilherme.

E pelos caminho da Le Cool desta semana...

... encontrei isto! ;)

Adoro...

... os textos da Le Cool.

E de repente a noite esfriou! Parece que puseram uns cubos de gelo no chá que estava a ser o nosso Outono esquentado. Mas quê? É ver-vos a aquecer as mãos nas imperiais granizadas, enquanto batem o dente social na “varanda dos betinhos” (sim, o miradouro) ao som de um pretexto qualquer… Ponham-se a mexer, que lá sem fricção não há emoção! Querem aquecer o estômago? Vão fumar bifes na pedra, e untar-se com aquele molho amanteigado das amêijoas à Bulhão Pato do Cabaças. Querem aquecer a alma? Partilhem crepes doces e vinho quente com um livro velho e uma pessoa nova. Querem aquecer o corpo? Esfreguem-se nos rectângulos frágeis e incógnitos das caixas de música (que nem só de luxos vive a cidade). Querem aquecer a imaginação? Vão tirar fotos com flash aos espelhos dos “bares de meninas” com nomes de cidades. Querem aquecer o resto?...

...Comprem meias quentes pelo joelho, daquelas mesmo feias. Estavam à espera de quê? Moteis com aquecimento? Perguntam atrevidos, oRené, o Miguel & a Mami.

Ontem senti-me...

... uma pequena marginal. Completamente dependente.

Acho que estou com um problema ecológico.

Que bem que sabem estes miminhos!

Confere

Eu sou a tormenta, ele a tempestade.

E eu adoro que sejamos assim.